Mário
Ribeiro Martins - pintor, ceramista - representado em colecções particulares no
País e no estrangeiro - adoptou o nome artístico de Mártio. Nasceu no Concelho
de Almada - freguesia da Cova da Piedade – e reside na Vila da Sobreda de
Caparica. Desde muito cedo mostrou tendência para as Artes Plásticas: modelação
em barro e desenho a carvão.
Revela publicamente a sua criatividade participando em concursos de artes
plásticas, onde ganha prémios que lhe reforçam o gosto pelas Artes e o estimulam
a experimentar outros materiais: aguarela, guache e, mais tarde o óleo.
Autodidacta, muito interessado em aprofundar os seus conhecimentos de arte,
viaja pelo estrangeiro, visita os grandes Museus da Europa e toma contacto com
as obras dos grandes Mestres da Pintura. Em Paris troca experiências com outros
artistas e experimenta novas técnicas.
Acreditando que a pintura é uma forma de despertar consciências para as mais
diversas situações do real, os seus quadros pretenderam, numa 1ª fase, retractar
os modos de vida dos mais desfavorecidos, o que na altura não foi bem aceite
pelo poder político.
Em 1963, faz a primeira exposição individual, na Costa de Caparica.•
Em 1968, os seus trabalhos são aceites na Galeria Archote, na Av. da Liberdade -
considerada na altura uma das melhores galerias de Lisboa - onde expõe ao lado
dos pintores Artur Bual, Arnaldo Ferreira, Man e outros. Diversos quadros são
adquiridos por coleccionadores particulares. É convidado a manter os seus
trabalhos patentes ao público, o que veio a concretizar-se até ao encerramento
definitivo da Galeria, na década de 70. Em 1970, mantém igualmente uma Exposição
na Galeria Panorama na Damaia.
Desde essa data, os seus trabalhos – de cerâmica e pintura - têm sido mostrados
em dezenas de exposições individuais e colectivas.
Sempre fiel à pintura figurativa, e sem qualquer preocupação em seguir estilos
definidos, os seus quadros mostram uma pintura de tendência impressionista e
surrealista, passando pelo realismo e neo-realismo.
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